Não sei exatamente se está certa essa minha intuição, que insiste em considerar blogs como uma maneira (mais uma) de (con)formar a imagem nossa que desejamos tornar pública. Porque possuímos várias imagens, claro. Tantas quantas pessoas existam no mundo. Ao menos os blogs permitiriam que apresentássemos uma imagem "oficial" do "eu" de cada um de nós. Mas, afinal, não sei exatamente se está certa essa minha intuição, pois se certa estivesse, eu jamais criaria um blog. Prefiro continuar, em parte, inacessível. O que será tornado público são minhas opiniões sobre algumas coisas. E opiniões, maleáveis como são, só são capazes de expor aquela nossa parte que, parafraseando Baudelaire, é nossa metade fluida e mutável, cuja outra metade é imutável e eterna.
"Palavras a Esmo"? Exatamente. A proposta desse blog é tão somente despejar palavras, a esmo, sobre temas que julgo importantes. Aliás, mais do que importantes: interessantes (porque música pop nunca foi - ou nunca deveria ter sido - importante...). Eu, que sempre gostei de escrever (embora nunca tenha escrito muito), e que sempre gostei de emitir opiniões (embora nunca tenha feito com freqüência), alio o agradável ao (in)útil com este blog.
Se eu não conseguir falar nada interessante por aqui, tranqüilo. Afinal "I don't mind no goin' to Heaven, as long as they've got cigarettes in Hell".
domingo, 28 de outubro de 2007
Assinar:
Postagens (Atom)